26 setembro, 2006

Vila do Conde

Aqui fica o marco de uma das aventuras deste grupo fantástico, escrito pelo nosso cronista de serviço, Padre Manuel Mendes, que ironicamente nos relata os três dias passados em Vila do Conde nos meados do mês passado d presente ano. Servirá para alguns tomarem conhecimento do que realmente se passou durante esses dias e para outros recordarem as perípécias vividas em conjunto ;P

"Vinte de Julho. O dia era de expectativa. A ida às piscinas de Amarante com os aliciantes escorregas fazia subir a adrenalina até aos mais experientes. A juntar a isso havia a festa de encerramento da colónia, no fim do dia, com a presença dos pais, animada de frango de churrasco e sardinha assada. A alegre algazarra era interrompida pela consciência de que era o termine de aventuras, peripécias e intimidades.
Neste misto de sentimentos a ideia de realizar um acantonamento para os animadores ia ganhando força e muita vontade.
A decisão foi tomada, os dias foram marcados, as exigências foram feitas, os objectivos foram traçados e os contactos realizados. Vila do Conde ou Porto? Ganhou a primeira pelas condições apresentadas.
Não iniciamos sem antes subirmos o monte da Senhora da Assunção, em Vilas Boas, a agradecer a Deus o seu amor pela humanidade, por cada um de nós expresso em Maria elevada ao Céu na totalidade da sua pessoa.
A partida marcada para o dia dezasseis, às seis e quarenta e cinco foi para alguns, supondo que pelo desejo de partir quanto antes, às seis e quinze! A vontade era tanta, não é Rita?
Na confusão da distribuição dos bilhetes previamente comprados uns meteram-se no autocarro e outros no carro do Diácono Francisco Almendra que se associou a nós para passar uns dias de descansadas férias (descansadas com esta malta?!).A distribuição dos sacos para um lado e pessoal para o outro foi um ver se te avias.
Mirandela ia desaparecendo no horizonte e a malta recompunha-se no banco do veículo. Inesperadamente o Jorge Pinto lembrou-se que gostava de tocar uns acordos e perguntou pela viola. Claro, perguntou, não disse que a tinha trazido!!! Não é Russo? A única solução era o Chico voltar atrás a buscá-la mas não foi possível porque o responsável do acantonamento, devido a tantos afazeres, nomeadamente ter que tomar conta de tantos meninos e meninas indefesos esqueceu-se do seu telemóvel em casa levando só o carregador!!!
O acantonamento estava apenas no início e já se verificava uma baixa de peso: o telemóvel com todos os números importantes das pessoas que nos iam receber!
A viagem correu muito bem porque toda a gente dormiu. Chegados ao Porto debaixo de muita chuva abandonamos o autocarro e fomos para o metro. De sacos às costas provocamos a curiosidade de um transeunte que em surdina, perguntava ao seu colega de caminhada se éramos alguns vendedores ambulantes!!! A Maria com o seu saco de férias para um mês era quem mais captava a atenção! Não é Maria?
Tirados os andantes (nome do bilhete) o nosso guarda-costas (cinturão 6º kyu em Karaté) gritou “deixei os telemóveis no autocarro!!!” Eficiente no número de telélés (2) menos na atenção o que provocou no grupo um sentido de insegurança pela nossa defesa.
Num ápice o Zé Mário, o Arménio e o P. Mendes foram em passo alargado à estação dos autocarros. Ainda bem porque o motorista estava pronto a partir. Feitos PJ perguntaram se alguém tinha visto os telemóveis e simultaneamente revistaram os bancos. Perante a ameaça do nosso karateca alguém apresentou os objectos perdidos tentando trocá-los pelo da Rita que entretanto tinha emprestado o seu para, caso a investigação tivesse que ser aprofundada, dar o toque e assim apanhar os ditos ladrões de telemóveis. Sentiam-se já numa aventura dos cinco. O Arménio controlava à distância porque o seu estado físico não era propício para a luta corpo a corpo. O P. Mendes estava para as confissões e para as consequentes penitências. O autor percebeu que o aparato policial era sério e revelou-se mas sem antes tentar negociar os dois teles com o da Rita. O argumento era válido porque ganhavam já que o usurpador ficava com um e os PJ com dois mas a pressa do motorista não permitiu.
Pela vitória neste caso o agente Zé Mário ficou de pagar um café à malta. Não disse o dia nem o local. Não é Zé Mário?
Era a primeira vez que muitos andavam de metro do Porto. Tudo era novidade. Mas foi a speaker que mais chamou a atenção com “Sentido – direction – Senhora da Hora”, “Sentido – direction – Pedras Rubras”…. Alguém, tradutor por intuição, afirmava: “sentido – direito – Senhora da Hora”, “sentido – direito – Pedras Rubras”. Não é Arménio?.
Era o início do acantonamento e tudo indicava que as peripécias não ficavam por aqui.
Ao chegar à estação de Árvore tínhamos gente que nos esperava de braços abertos. Eram os nossos colegas que tinham vindo de carro.
Um quarto de hora a pé foi o suficiente para chegar ao local de alojamento.
Fomos recebidos pela Dª Eufrázia, estranha no nome mas simpática e amável no trato permitindo-nos sentir em casa. O Pároco, P. Ricardo, jogador da equipa nacional de Padres que efectuou o torneio internacional na Croácia, não se encontrava por casa devido a afazeres.
Eram as onze horas em ponto tal como o previsto quando chegámos.
Arrumado os sacos, cada um deu ao dente naquilo que tinha trazido.
Pelas catorze e trinta chegou o Sijó (nome simpático que os animadores dão ao diácono Sílvio).
Deu-se início à primeira reunião, a de avaliação da Colónia de Férias. Duas horas de bom trabalho e de opiniões muito interessantes, não é Maria?
O tempo não permitiu ir à praia experimentar a frescura da água e obrigou-nos a visitar o NorteShoping porque a única chuva que lá há é de pessoas que vão e vêm sem rumo certo. Inicialmente deveríamos ir ver o Pirata das Caraíbas mas uns farsolas que não convém identificar fizeram-nos perder o metro! Não é Russo, Tó e Rui?
É muito complicado perceber como funciona o cartão “Andante” e como se inserem os títulos e as zonas para onde se quer ir. Entre cartões validados e não validados toda a gente viajou sem problemas. Sem problemas não, houve dois muito graves.
A estética das carruagens, a visibilidade para o exterior e o formato dos bancos são espectaculares. Precisamente neste ponto aconteceu um acidente que, não fosse as intervenções rápidas, poderia ter sido fatal!!! para a composição, claro! Alguém dos pesos pesados deixando-se cair literalmente num dos assentos entrou em pânico porque o fundo das suas costas não encontrava aquilo que supostamente deveria lá estar. Toda a carruagem parou a ver o sucedido e o barulho foi tamanho que por momentos parecia que as vidraças se estilhaçavam. Mais pormenores poderão ser dados por alguém que bem perto verificou tudo, não é Fatucha?
Mas sobre o Metro haveria ainda outra aventura. Esta mais preocupante. Já passava da meia noite quando nos dirigimos para a estação das sete bicas e ali esperámos o nosso metro entre muitos comboios. No arranque de um fomos surpreendidos com uma cara bem conhecida que de dentro da carruagem nos acenava a nós que nos encontrávamos na gare e nos dizia adeus. O seu rosto de vencedor expressava grande contentamento à semelhança daquela equipa de futebol destas bandas que (t)Antas alegrias tem dado à nação lusitana. “Meu Deus. E agora!” de imediato pedimos a colaboração aos polícias que se encontravam nas imediações. Foi um vaivém de comunicações. Ouvia-se nas entrelinhas qualquer coisa como carro patrulha, cães farejadores, SIC, TVI… e nada mais ouvimos porque alguém de Mirandela nos serenou com a notícia de que o perigo estava resolvido na estação da Boa Hora! Ufa! Que grande susto! Para mais pormenores é falar com alguém, não é Jorge Pinto?
A quinta feira era o dia mais preenchido com reuniões e assim era para acontecer caso o tempo não pregasse as suas partidas. Parece que Mirandela e Vila do Conde são incompatíveis. Já em anos idos choveu e bem. agora volta a acontecer o mesmo.
Bem, não tanto porque o nosso segundo dia nasceu com um belo céu azul. E antes que voltasse a chuva, tal como aconteceu, alteramos o programa e fomos para a areia apanhar banhos de sol e de água salgada. Dizemos salgada porque o benjamim do grupo assim o disse depois de ter bebido uns bons goles contra a vontade. Não é Arménio? Para que toda a gente saiba o Arménio nunca tinha visto o mar e muito menos tomado banho nele! Foi o seu baptismo de água salgada, por fora e por dentro!!!
Entretanto a vida continuou sem mais sobressaltos até ao jantar. Estava já programado irmos comer a piza e, como estas coisas são sagradas e portanto intocáveis, fomos até à Foz do Ave, junto ao Forte de S. João a uma pizzaria de nome esquisito. A eficiência do Chico tinha já reservado as mesas.
Uma vez abancados fomos pedindo ora pizas ora algo substancial de comer mas, fugindo ao comum dos mortais, alguém pediu um hamburguer. Tendo em conta a hora do dia supunha-se que fosse algo volumoso e substancioso mas, para espanto dos vizinhos mais chegados da pessoa em análise, o dito pão tinha dentro de si uma coisa de carne tão pequeno que quase se reduzia a sandes de pão com miolo dentro! Não estava tudo terminado ainda! O que faltava na carne vinha em bebida! Coca-cola? Não! porque essa não ri, não dá gargalhadas, nem nos põe a falar efusivamente! Também não é aquilo que se pensa. Era pura e simplesmente sangria. Sangria meus senhores e senhoras! E que bom devia ser porque mal chegou, mal se viu e muito se sentiu.
Iniciou nos aperitivos e de imediato fez um salto na ementa para a sobremesa! O que vale é que o gelado que comeu era volumoso fazendo recordar um de uma famosa aposta ainda por pagar! Parece que o salto foi regado com algo que, segundo os entendidos alegram o coração do homem e da mulher. Não, não se trata de vinho mas de algo melhor porque o que é doce nunca amargou. Tratava-se de sangria, não é Maria? Não é Maria?
Regressados a casa dormiu-se em sinfonia apesar de alguns andarem fora de ritmo e outros carregarem nos trombones sufocando alguns ressonares mais delicados.
No outro dia metemo-nos ao trabalho conforme o combinado. Duas horas a elencar propostas para o próximo ano pastoral. Foi uma reflexão produtiva que ajudará a programar os tempos que se avizinham.
Durante o almoço veio visitar-nos o Pároco, P. Ricardo, a quem agradecemos a disponibilidade dos espaços. Oferecemos um cabaz dos produtos tradicionais da nossa terra: alheiras, salpicão, mel e vinho para além da nossa tradicional simpatia. Após este momento foi um afã em fazer malas e arrumações. Depois fomos despedir-nos da praia.
Pelas oito horas iniciou-se o êxodo. Uns de carro (os sortudos) e outros a pé tal como o povo hebreu na fuga do Egipto!!!
A viagem de metro foi atribulada. A pergunta era se chegaríamos a tempo do autocarro para a nossa querida terrinha ou se teríamos que dormir ao relento na invicta. Quem lê esta crónica perguntará porquê e para não morrer de curiosidade fique sabendo que a causa está toda, mas toda, no look de alguém que se perdeu no tempo a pôr-se mais bonita, não é Maria e Gui!!!
Chegados ao Porto foi uma correria louca subindo escadas, descendo ruas, girando à direita e à esquerda.
Decididos que estávamos a não perder o autocarro metemo-nos diante dele, em plena estrada obrigando-o a parar conseguindo o objectivo. Na viagem dormimos pelos esforços feitos.
Era meia noite quando tudo ficou para trás com excepção do que em nós ficou impresso.
Agora resta dar vida ao que sonhámos.

Sms do rui:«A era só para desejar um BOA VIAGEM e para avisar o Tó para deixar a maionese que leva numa mala, Para a Carolina deixar as duas pedras, tu e a Gui não precisavam de levar os rolos dos guardanapos que vão nas vossas malas e a Fatucha tb pode deixar a pedrinha que vai na esteira dela: p»

Resposta da Maria –« olha o Tó já tinha encontrado a maionese. A pedra da esteira da Fatucha caiu mal se pegou nela e um rolo de papel ainda deu para ir à casa de banho. Só as pedras da “Carolina” que na verdade é Carla é que não foram descobertas, temos pena. »

Contra esposta – «100 pontos para a Carla então.» "

9 comentários:

Irene disse...

Parabéns Carlinha, gostei da iniciativa.
Não fiques por aqui, continua.
Honras também sejam dadas ao P. Mendes, pela crónica, que além de ilucidar os ausentes e recordar os presentes, deu para umas boas risotas.
Beijinhos

P. Manuel Mendes (SDB) disse...

Olá CArlinha, meteste o maior artigo do blog e depois entraste em silêncio! será que foi tão cansativo! continua a inundar-nos com as tuas belas notícias. bjhs P. Manel

sim disse...

olá eu gostava de poder entrar em contacto com o senhor padre mendes é um antigo aluno dele.se for possivel contacte-me para o 912778505...um grande abraço com saudades

SE GANG disse...

Olá a todos! Adorei que me enviassem este blog! Sou antigo aluno da Escola Profissional de Santa Clara Vila do Conde onde tive o privilégio de conhecer esse senhor abençoado Padre Mendes!
Um forte abraço! Muitas saudades suas e dos restantes (sr. Pde Luis Vachan, Padre Manuel Pereira, Padre Aires, Padre Antero)!
Obrigado do fundo do meu coração pelo carinho dispensado, sou o que sou, graças a vós e a toda a educação adquirida nessa casa!
Padre Mendes, o quanto adorei os duelos consigo no futebol, e jamais esquecerei as jogadas que fazia da "cueca", ficava furioso, mas o sr era brilhante! Lembro-me quando me deu autorização para jogar no Rio Ave FC onde fui federado alguns anos!
Concluí o 9º ano e depois dei seguimento cá fora até ao 12º!
Isto tudo porque vos tive a meu lado, sem o vosso apoio e carinho, jamais seria possível!
Padre Manuel Mendes, Deus o abençoe, obrigado por tudo!
Rodrigo Jesus
Fiz o 9º Ano na

Anónimo disse...

OLA SRO.PADRE MENDES É O MOREIRA QUE ESTEVE EM SANTA CLARA,REALMENTE É UM HOMEM COM MUITAS QUALIDADES QUE DEUS O ACARINHE E PROTEJA ESPERO UM TELEFONEMA SEU 919783694.

mario gomes disse...

ola padre mendes eu sou o mario gomes antigo aluno do colegio de santa clara, e ex trabalhador da lidergraf...como me lembro dos dias de futebol dos acampamentos no geres, dos seis anos que passei ali, e que me ajudaram a ser a pessoa que sou hoje, e se tenho uma familia e sou feliz em parte e graças a voce...aqui deixo o meu email ( mariotravelmate5720g@gmail.com) ou o meu facebook, que me pode encontrar como mario gomes...estou numa fotografa com um labrador retrivier, ou entao se preferir o meu numero de telefone...0034654132541...um abrço e tudo de bom e com muita saude...do seu ex aluno mario gomes

Anónimo disse...

o Sr. Padre Mendes é o Director do Centro Salesiano de Mirandela, quem o quiser contactar é para este:

Endereço: Rua São João Bosco, 5370-369 Mirandela
Telemóvel:278 201 320

Maria Coelho disse...


Ando à procura de uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora do escultor Laureano Ribatua, ( para um Mestrado) executada já há um par de anos para uma Casa Salesiana de Vila do Conde, e não encontro qualquer indicação.
Valeu abrir o v/site, é um gosto ler notícias dos Salesianos, não é uma Escola, é muito mais, uma Família que se mentem e prolonga ao longo dos anos.
PARABÉNS.

Maria Luísa Pimenta Coelho - Porto

Maria Coelho disse...

Olá, estou de volta.
Por lapso no fim do m/comentário deve ler:
Família que se mantém e prolonga ao longo dos anos.

As m/desculpas... é a pressa.
Maria Luísa P. Coelho