
O grupo dos mais velhos realizou este fim-de-semana de meditação na (instituição… das (…)…), onde fomos extremamente bem acolhidos e bem tratados, e por isso aqui fica, desde já, também um agradecimento.
O tema deste ano foi o AMOR.
Sim, AMOR com letras grandes, pois falámos do verdadeiro amor. É que hoje em dia esta palavra é tão banalmente usada e mal empregue, que ficamos com a impressão que deixa de ter a força que deveria ter. Mas quando ela é usada com todo o nosso coração, aí sim, faz sentido dizer “amo-te”.
Também hoje em dia muita gente se pergunta a si própria se será ainda possível amar. De certo, todos nós já sofremos, de uma maneira ou de outra, alguma vez uma traição de um amigo, ou ficámos “pendurados”. E aí perguntamo-nos “porque será que nos sacrificamos tanto por certas pessoas e no fim recebemos em troca algo de que não estávamos à espera?” Pois bem, será que o amor vale a pena? Será que valeu a pena Jesus morrer por todos nós na cruz e ser humilhado e tratado abaixo do indigno? Pois bem, “Amar é uma árdua tarefa (…) MAS em cada um de nós é forte o desejo do amor.” Precisamos de Amor. No fundo o que queremos dizer é que precisamos de Deus. Porque Deus é Amor.
(Chegámos a essa conclusão num aceso diálogo de grupo.) E é no amor que vivemos, porque temos necessidade de amar e sermos amados, e é pelo amor que vivemos. É por Deus que vivemos.
Foi na roda deste tema que nós partilhámos em grupo ideias, pensamentos e pontos de vista diferentes do nosso. Esta partilha de diálogo ajuda-nos a perceber o que vai no coração dos outros para melhor entendermos o nosso. E só no pleno entendimento do nosso coração, isto é: se somos capazes de nos perdoarmos a nós próprios e amarmo-nos de uma forma saudável, é que seremos capazes de amar o nosso próximo. “Ama a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”; esta é a síntese daquilo que nos dizem os mandamentos da Santa Igreja. “E quem é o nosso próximo?”, perguntamos às vezes. O nosso próximo é todo aquele que caminha ao nosso lado, é todo aquele que se cruza connosco, e todo aquele que nos pede auxílio. O nosso próximo é também o nosso inimigo; Jesus disse: «Aprendestes que foi dito: "Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam (…) Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? (…) » (S. MATEUS, cap. V, vv. 43 a 47).

O último texto do caderninho que nos foi dado no inicio do fim-de-semana, foi o texto que mais me comoveu. “Meu amado bambu”. É uma alegoria. Conta a história de um bambu que teve de se deixar matar para assim se tornar numa grande bênção para toda a região. “Quando ele era grande e belo, crescia apenas para si e alegrava-se na sua própria beleza…quando se deixou despojar, tornou-se canal do qual o Senhor se serviu para tornar a Terra fecunda.” Este é o significado do verdadeiro amor, e aquele que Jesus nos veio mostrar: “Não há maior prova de amor do que a de dar a vida pelos amigos.”
E nós? Será que daríamos a nossa?
Nossa correspondende de Aveiro,
















sobre ela. Como gosto deste caderno e das mesas, bancadas, muros e balcões onde ele esteve! Aberto ou fechado. Não separa disciplinas nem temas. Não se fecha a rabiscos e não acha mal ser riscado. Agora não. 








